Dívidas Ocultas: Teófilo Nhangumele Deixa a Cadeia em Liberdade Condicional

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Teófilo Nhangumele, um dos principais rostos por trás do escândalo bilionário das dívidas ocultas que sacudiu Moçambique e atraiu atenção internacional, deixou a cadeia em liberdade condicional, após cumprir metade dos 12 anos a que foi condenado por corrupção e associação criminosa.

A libertação de Nhangumele foi autorizada ao abrigo da lei moçambicana, que prevê a concessão de liberdade condicional a reclusos que cumpram pelo menos 50% da pena e apresentem bom comportamento durante o cumprimento da mesma.

Sentenciado por atuar como intermediário entre o Governo moçambicano e empresas estrangeiras envolvidas em contratos fraudulentos, Nhangumele foi uma peça-chave na teia de corrupção que mergulhou o país numa dívida superior a 2,2 mil milhões de dólares e provocou uma crise económica e política sem precedentes.

Até o momento, não foram divulgadas pelas autoridades judiciais as condições impostas ao ex-recluso no âmbito do regime de liberdade condicional, nem se ele estará sujeito a limitações de deslocação, vigilância regular ou outras medidas de controlo.

A saída de Nhangumele da prisão acontece num contexto de crescente pressão pública por justiça e responsabilização plena de todos os envolvidos no escândalo que comprometeu as finanças do país e levou ao congelamento de ajuda internacional por parte de vários parceiros de cooperação.

Organizações da sociedade civil já começam a questionar a decisão, considerando que a libertação pode representar um retrocesso na luta contra a corrupção de alto nível.

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