O silêncio da madrugada em Matola-Gare foi quebrado por um crime que choca e revolta: uma mulher foi encontrada morta numa casa em construção, o corpo marcado por sinais claros de violência. A descoberta, feita por populares, mergulhou o bairro numa onda de indignação e medo.
A vítima, cujo nome ainda não foi oficialmente revelado, foi arrastada até ao interior da obra inacabada, onde jazia entre tijolos e sacos de cimento. Tudo indicava um ato brutal e premeditado. Os olhos da vizinhança logo se voltaram para um jovem recém-chegado à zona — o principal suspeito.
A tensão escalou com a chegada da Polícia da República de Moçambique (PRM). Os agentes isolaram a casa do suspeito e, em poucos minutos, saíram às pressas, levando o jovem algemado, com o rosto coberto por um capuz. Não houve explicações, apenas uma fuga rápida sob os olhares desconfiados e furiosos da população.
Com o suspeito sob custódia, o foco da ira voltou-se para o chefe do quarteirão. Acusado de ter colaborado com a polícia na operação secreta, ele tentou justificar-se: “Não consegui contactar ninguém, fiquei sem crédito no telefone.” Mas as palavras soaram vazias diante da dor e da raiva de quem exige justiça.
“Aqui não somos lixo para matarem as nossas irmãs e levarem os criminosos sem dar explicações!”, exclamou uma moradora, enquanto outros clamavam por justiça imediata.
A PRM ainda não se pronunciou oficialmente sobre o paradeiro do suspeito, nem sobre as circunstâncias da sua remoção apressada. Enquanto isso, o bairro de Matola-Gare permanece inquieto, entre a dor da perda e a esperança de que este crime não fique impune.




