A tragédia que abalou a província de Maputo na madrugada da última segunda-feira deixou marcas profundas nas famílias da Manhiça. O acidente, envolvendo um mini-bus com excesso de passageiros, resultou na morte imediata de 24 pessoas, incluindo cinco crianças, enquanto apenas quatro pessoas sobreviveram no local. Entre elas, um adolescente que relatou ter estado a dormir no momento do desastre.
Segundo informações da Polícia da República de Moçambique (PRM), excesso de velocidade e fadiga do motorista foram apontados como as principais causas do sinistro. A investigação preliminar sugere que o condutor perdeu o controlo do veículo, provocando o despiste que custou a vida a tantas pessoas.
A reportagem da TV Sucesso conversou com um dos adolescentes sobreviventes, que descreveu momentos de pânico e desespero.
“Eu estava a dormir e, de repente, acordei com o impacto. Não consegui ver nada claramente, só senti o choque e o caos ao meu redor”, disse o jovem, visivelmente abalado.
O relato do adolescente reflete o drama vivido por muitos passageiros no interior do mini-bus, que viajava a caminho da capital provincial.
Entre as famílias afetadas, a família Massingue foi particularmente atingido. Em algumas residências, até quatro membros morreram, deixando sobreviventes em estado de choque e tristeza intensa. Comunidades locais realizaram vigílias e momentos de oração, enquanto aguardam a conclusão das investigações e a identificação completa de todas as vítimas.
“Perdemos nossos filhos e netos. É uma dor que não se descreve. Esperamos que a justiça seja feita e que medidas sejam tomadas para evitar que outros sofram como nós”, declarou um parente da família, entre lágrimas.
O acidente reacendeu a discussão sobre segurança nas estradas de Moçambique, especialmente quanto à fiscalização de transporte interprovincial e o cumprimento de limites de velocidade. A PRM reforçou a necessidade de prudência por parte dos motoristas e prometeu maior rigor na fiscalização.
A polícia de transito apelam que acidentes como este são frequentemente evitáveis com manutenção adequada dos veículos, limites de velocidade respeitados e descanso dos condutores, alertando que a negligência continua a ser uma das principais causas de tragédias rodoviárias no país.




