O Presidente da Comissão de Gestão das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Dane Kondic, apresentou formalmente a sua demissão nesta sexta-feira, durante uma reunião do Conselho de Direção da transportadora aérea.
Segundo uma fonte presente no encontro, Kondic anunciou que viajará para Portugal ainda neste fim de semana e que não regressará mais a Maputo, encerrando de forma repentina uma gestão que começou a 15 de maio deste ano.
Desde a sua nomeação, Kondic esteve no centro de debates e críticas. A polêmica aumentou quando veio à tona que, paralelamente à função na LAM, o gestor também assumiu o cargo de Presidente da Air Botswana, levantando dúvidas sobre conflito de interesses e a real dedicação à reestruturação da companhia moçambicana.
O ponto mais controverso da sua curta passagem pela LAM envolve a compra de uma aeronave por 6 milhões de dólares. O caso gerou indignação quando se descobriu que o avião já havia integrado a frota da LAM em regime de aluguer no passado e que, na altura, os proprietários ofereciam a venda por apenas 1,5 milhões de dólares.
A discrepância nos valores levantou suspeitas sobre a transparência e os critérios de aquisição, reacendendo críticas sobre a gestão de recursos numa empresa que já enfrenta graves desafios financeiros e operacionais.
A saída de Kondic abre uma nova incógnita sobre o futuro da LAM, que atravessa uma fase de reestruturação profunda para recuperar a confiança do mercado e enfrentar a concorrência regional.
O Ministério dos Transportes e Comunicações ainda não se pronunciou oficialmente sobre quem assumirá a liderança interina, mas fontes internas indicam que o processo sucessório deverá ser acelerado para evitar um vazio de comando num momento crítico para a companhia.




