Numa operação digna de filme policial, quatro indivíduos foram detidos no bairro Central, cidade de Maputo, por envolvimento num esquema de falsificação de documentos oficiais, usados para forjar acesso a concursos públicos e serviços no Estado.
O grupo, já conhecido pelas autoridades, operava como uma “agência paralela de recrutamento”, oferecendo diplomas, certificados e outros documentos falsos em troca de dinheiro. Um dos detidos chegou a alegar que “só ajudava pessoas a conseguirem emprego”, como se fraude fosse serviço comunitário.
João Adriano, porta-voz do SERNIC em Maputo, confirmou que os implicados são reincidentes e têm “várias passagens pela polícia” por práticas semelhantes. A rede funcionava em plena luz do dia, enganando instituições e candidatos legítimos, comprometendo a credibilidade do sistema público.
As investigações continuam, e as autoridades acreditam que os detidos fazem parte de uma rede maior que ainda opera clandestinamente na capital.




